Introdução Alimentar: quando e como iniciar

Segundo a orientação da Organização Mundial da Saúde, o aleitamento materno é suficiente para atender as necessidades do bebê até os seis meses de vida. Após essa idade, é necessário que outros alimentos sejam introduzidos e que estes, sejam seguros e nutricionalmente adequados.

Os alimentos complementares são essenciais, uma vez que as necessidades nutricionais do bebê aumentam gradativamente com a idade, principalmente as necessidades de energia e de alguns micronutrientes, como o ferro, por exemplo, cujo leite materno sozinho não consegue mais suprir.

A introdução de novos alimentos deve ser feita de forma lenta e gradual, respeitando as características fisiológicas da criança de maneira a não oferecer quantidades maiores do que sua capacidade gástrica pode suportar, que é de 30 a 40 ml por kg de peso em crianças de 6 a 24 meses.

De forma geral, uma criança de 6 a 8 meses de idade, necessita de 2 a 3 refeições ao dia, sendo elas: uma papa principal e duas opções de frutas. Entre 9 e 11 meses, de 3 a 4 refeições, sendo elas, duas papas principais e duas opções de frutas, para que, quando completar 12 meses, a criança receba alimentos complementares 5 vezes ao dia. É válido lembrar que, conforme recomenda a Organização Mundial da Saúde, a amamentação deve ocorrer até os 2 anos de idade ou mais, juntamente com a alimentação complementar, pois o leite materno ainda é uma importante fonte de nutrientes, rico em energia, vitaminas e proteínas.

Os alimentos ofertados devem ser macios, amassados, não sendo recomendado liquidificá-los ou peneirá-los, para que a criança possa conhecer as consistências e diferenciar os sabores. Além disso, a mastigação nessa fase é muito importante, pois auxilia no desenvolvimento facial geral da criança, uma vez que, envolve várias estruturas como dentes, língua, músculos, ossos e articulações.

É essencial também que a alimentação seja variada, evitando-se monotonias e priorizando-se alimentos ricos em energia, ferro, zinco e vitamina A.

A refeição do almoço, ou papa principal, deve ser introduzida inicialmente, contendo um cereal (arroz, macarrão, milho) ou tubérculo (batata, mandioca, inhame), uma fonte proteica, que pode ser carne, leguminosa (feijão, ervilha, lentilha), ou ovo, e ainda uma ou duas hortaliças (legumes e verduras). Utilizar azeite extra virgem é uma boa opção para complementar o valor energético do leite materno e oferecer pelo menos duas frutas diferentes por dia, em forma de papas ou pequenos pedaços, auxiliará na complementação de vitaminas, minerais e fibras.

Exemplo de Papa Principal com inhame, carne moída e couve:

  • 2 inhames médios descascados e picados (150 a 200g);
  • 2 colheres de sopa de carne moída;
  • ½ folha de couve picada;
  • 1 colher de chá de cebola ralada;
  • 1 colher de sobremesa de azeite de oliva extra virgem.

Modo de Preparo:

Em uma panela pequena, aquecer o azeite e refogar rapidamente a cebola e a carne moída. Acrescentar o inhame picado, a couve e 2 copos de água (400 ml). Colocar a tampa e deixar cozinhar em fogo brando até que o inhame esteja macio e a carne totalmente cozida. Se necessário, acrescente mais água. Lembre-se que nesta fase, é necessário que os alimentos sejam oferecidos de forma bem macia. Após esse processo, espere esfriar e a papa estará pronta para ser servida.

Além daqueles alimentos que devem ser evitados em qualquer idade, como os ricos em açúcares, enlatados, frituras, refrigerantes, balas e salgadinhos, durante o primeiro ano de vida, outros alimentos são contraindicados.

Alimentos ricos em nitrato:

  • Espinafre;
  • Beterraba;
  • Embutidos

Alimentos com grandes concentrações de agrotóxicos:

  • Morango;
  • Tomate

Alimentos que oferecem maior risco de contaminação:

  • Enlatados;
  • Mel

Alimentos potencialmente alergênicos:

  • Mariscos;
  • Amendoim;
  • Nozes;
  • Chocolate;
  • Leite de Vaca;
  • Alimentos artificiais com conservantes e corantes

Para as mamães e papais com bebês em fase de introdução alimentar, aqui seguem algumas dicas:

  • Oferecer uma fruta de cada vez, para que o bebê possa conhecer o sabor e diferenciar. Lembrem-se sempre que a criança está descobrindo os sabores, e rejeitar alguns alimentos é normal, porém, diante disto, é importante não se acomodar ao fato de que a criança “não gosta de determinada fruta, ou vegetal”, pelo contrário, é necessário insistir e oferecer várias vezes, até que ela se acostume com aquele sabor e ingira o alimento normalmente;

  • Oferecer a fruta em sua forma integral, amassadas ou em forma de papas, evitando-se os sucos, pois estes possuem um alto índice glicêmico, menor quantidade de fibras e podem interferir no consumo de outras refeições;

  • Cozinhar os alimentos preferencialmente em vapor ou em pouca água, para preservar os nutrientes que o compõem;

  • Não adicionar sal ou açúcar às refeições para que a criança se adapte ao sabor natural dos alimentos;

  • Utilizar temperos naturais como alho, cebola, salsa e cebolinha;

  • Respeitar o apetite e capacidade gástrica do bebê, deixando-o determinar a quantidade de comida que irá comer.

Os hábitos alimentares de seu filho são formados desde a gestação, e cada fase tem sua importância. Dê atenção à todas elas!

 


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