Combate à radicais livres produzidos durante exercícios de alta intensidade

Durante exercícios de alta intensidade e duração, devido ao grande consumo de oxigênio, uma grande quantidade de radicais livres é produzida no corpo, culminando no estresse oxidativo. Mas para que se discuta sobre este assunto é necessário que se esclareça o que é estresse oxidativo.

Estresse oxidativo refere-se ao desequilíbrio entre a formação de radicais livres e sua neutralização pelos sistemas antioxidantes, ou seja, quando a formação de radicais livres chega a um nível que o próprio corpo já não é capaz de combatê-los.  Esta condição é prejudicial para o corpo e para o indivíduo como um todo, causando uma série de

 lesões aos constituintes celulares, como a peroxidação dos lipídeos de membrana, oxidação de receptores hormonais e enzimas e lesões do material genético (DNA), o que pode culminar em processos mutagênicos e tumorais. É também causador da oxidação de lipídeos e proteínas, facilitando a formação de arteriosclerose. Também está associado ao câncer de pele e à doenças inflamatórias e neurodegenerativas, já que o cérebro é o órgão com maior consumo metabólico do corpo, sobretudo de glicose e oxigênio, ficando frequentemente exposto a um excesso de radicais livres que podem desencadear o início do dano neuronal.

Por outro lado, os radicais livres também promovem muitas ações benéficas ao organismo. Estão associados, por exemplo, ao controle da força e duração da sinalização celular, manutenção da homeostase celular, atuando como mensageiros em vias de sinalização de insulina, hormônio de crescimento, citocinas, entre outras vias. Quando produzidos durante práticas esportivas moderadas, melhoram a resposta antioxidante na musculatura estriada esquelética e apresentam efeitos benéficos sobre as patologias como a osteoporose.

Um forte exemplo sobre os benefícios dos radicais livres é o próprio oxigênio atmosférico, que apresenta um elétron desemparelhado, se caracterizando como um radical livre e é essencial para a vida.

Quando a produção de radicais livres está dentro dos limites saudáveis, o gene Nrf2 ativa outros genes para a defesa antioxidante e manutenção do ciclo celular. Quando este limite é ultrapassado, o Nrf2 ativa genes que promovem a morte celular.

Portanto, o que se deve combater é o estresse oxidativo e não os radicais livres em si.

Mas, como?

Estimulando os sistemas antioxidantes do organismo e os mecanismos não enzimáticos, que são dependentes dos nutrientes específicos ingeridos na alimentação diária, como a vitamina C, a vitamina E,  o beta caroteno, os polifenóis e a coenzima Q.

A ingestão de determinados grupos de alimentos e/ou da suplementação controlada de nutrientes, é fundamental para manter os estoques de antioxidantes do organismo. Quando a suplementação se fizer necessária, deve ser minuciosamente acompanhada, pois o excesso de cobre, ferro e vitamina A agem como pró-oxidante.

Com isso, fica claro a importância de um plano alimentar adequado para a promoção e manutenção do balanço oxidante/antioxidante para atletas e praticantes de atividade física de alta intensidade. Todos os grupos alimentares (frutas, leguminosas, hortaliças, cereais, leites e derivados, oleaginosas, carnes) devem ser consumidas de modo a atingir adequadamente as necessidades individuais de cada organismo e assim atingindo o resultado desejado.


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