BCAA – Para que serve? Como utilizar?

Em 1840, Von Liebger foi um dos primeiros fisiologistas a abraçar a hipótese de que os aminoácidos serviriam como substrato energético para o músculo em contração. Desde então, várias hipóteses surgiram para justificar o consumo de aminoácidos durante o exercício físico.

A suplementação com aminoácidos de cadeia ramificada (BCAA) é uma das manipulações dietéticas mais populares entre atletas engajados em atividades de endurance. Os BCAAs (leucina, isoleucina e valina) estão entre os nove aminoácidos essenciais para os seres humanos, pois não são produzidos pelo corpo e sua ingestão diária é necessária.

A literatura científica sugere que baixos níveis de BCAA podem acelerar a produção de serotonina (importante neurotransmissor no cérebro) e ocasionar uma fadiga precoce. Portanto, níveis adequados retardam esta fadiga, otimizando o exercício.

Estes aminoácidos também têm sido associados à diminuição da utilização da proteína muscular e glicogênio como fonte de energia durante o exercício e à inibição da degradação muscular após exercício exaustivo.

Sabe-se que os BCAAs podem ser oxidados no músculo esquelético, ao passo que outros aminoácidos essenciais são catabolizados principalmente no fígado. Sendo assim, sua suplementação antes e após o exercício tem efeitos benéficos para diminuição de lesões musculares induzidas pelos exercícios, além de promover a síntese de proteína muscular.

Como consequência destes resultados, os BCAAs estão recebendo uma atenção considerável como suplementos dietéticos para pessoas que gostam de exercícios e práticas esportivas, principalmente em atividades com duração maior que 2 horas.

A ingestão recomendada é dependente do peso do indivíduo, ingestão proteica proveniente da dieta e objetivo do treinamento. Essa quantidade pode variar de 2 a 20g/dia, sendo a ingestão da quantidade correta extremamente importante para atingir o melhor resultado. Baixas quantidades podem prejudicar o desempenho, enquanto quantidades elevadas estão associadas a inibição da absorção de outros aminoácidos da dieta e riscos de transtornos gastrointestinais.


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